segunda-feira, 24 de maio de 2010

vem grandiosidade!

Quem nunca ouviu falar na expressão “virar gente grande”? Sim, a mesma que nossas mães e avós tanto usavam quando éramos crianças.
Hoje, alguns anos, um filho e muitas cabeçadas depois, parei pra pensar no real sentido da frase. Ser gente grande não é atingir a vida adulta.

Ser gente grande é ser capaz de pensar, sentir, sonhar, trabalhar, lutar, conquistar, viver grande. É ter a grandiosidade na essência, nas atitudes.
Gente grande enxerga longe, dá passos largos, abraça o mundo, ilumina o dia com um sorriso, torna sua presença forte onde quer que vá.
Gente pequena não é criança. Gente pequena é quem cultiva a pequenez de alma, que precisa diminuir o outro para sentir-se um pouquinho maior. É gente que vê o mundo de baixo para cima, que procura pedras, poeira e migalhas pelo chão. Gente que chuta, que passa rasteira, que sobe na cadeira para fazer discurso, para que o mundo note sua presença.

Mais importante do que crescer é tornar-se grande. Ser alguém estimado, pelos outros e principalmente por si mesmo. Alguém capaz de grandes gestos, sem deixar nunca de encará-los como pequenas ações cotidianas.
Alguém capaz de compreender e não se deixar abater pela pequenez alheia. Capaz de dar às pessoas pequenas a importância adequada à sua dimensão: mínima.
Alguém grandioso mesmo, mas que não se permita inflar o ego a ponto de se tornar um balão gigante, cheio de ar, cheio de vazio, que se estoura e fica, novamente, pequeno, tal como era em sua essência.

Um grande dia pra você, repleto de pequenas grandes alegrias!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Um texto (ir)relevante

Quem cultiva o hábito do Twitter não quer descobrir o misterioso sentido da vida, mas sim o da timeline.
Qual o segredo da relevância?
O que faz alguém ser merecedor de ser seguido e lido?
O que é preciso para emplacar no TT?
Quanto vale um Follow Friday?
Conheço pessoas para quem ter um milhão de amig... er, followers, tornou-se obsessão. Não importa se for com script ou pela camaradagem. Não importa nem que não se tenha algo a dizer, a compartilhar. Basta aparecer, parecer ser descolado, ser “lançador de tendências” (acho que já li um termo assim no Desencannes, não? rs). Sigão!
E as celebridades? Sejam nacionais ou importadas, de primeira ou de vigésima quinta grandeza, poucos são os que acrescentam. A maioria é uma decepção ao teclado. Descobrimos suas “humanidades” da forma mais explícita e constrangedora possível, com direito a erros de Português, imbecilidades e fotos que mereciam ser deletadas sem dó.
A mais recente babaquice é o tal “dobem” ou “domal”. Divido as coisas em importantes e sem importância. Disputas de ego e audiência, por exemplo, pertencem à segunda classe.
Existem aqueles caras que perdem os amigos mas não perdem as piadas, que fazem todo tipo de gozação, chegam a colocar em risco bons relacionamentos cultivados no mundo “real” por uns meros RTs.
Há os maníacos por informação. Não sei se por razões profissionais ou pura chatice, só postam conteúdo informativo. Não se permitem, não deixam escapar nada que revele seus próprios sentimentos e pensamentos (o que por si só já é muito revelador).
E os tarados das hashtags? Não há um só twit que não venha acompanhado de um joguinho da velha e uma frasezinha no final.
Divirto-me com os “do contra” e os “mimimis”. Se acham tudo um lixo, por que cargas d´água continuam twittando? Desliguem o PC e vão ler um livro!
E existem, por fim, aqueles que merecem ser seguidos: espirituosos, interessantes, que são a tradução de suas personas em 140 caracteres, que alternam momentos brilhantes e outros nem tanto – oras bolas, somos humanos! – twittam tanto generalidades quanto pensamentos profundos, fazem do Twitter o que ele realmente deve ser – uma rede social e sociável, uma diversão com um pouco de networking, mais um tantinho de informações, uma pitada de inutilidades, um bocadinho de jabá, um tiquinho de papo gaiato entre amigos... enfim, tudo o que justifique, que faça com que passar horas e horas online valha a pena. =P

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Por que "Depois de uma tempestade..."?

Mãe: - Então, filha, você sabe: depois de uma tempestade...
Eu: - Na minha vida, sempre vem outra! hahahaha

E é assim que vou rindo de mim mesma, brincando de ser séria, procurando ver e viver a vida com leveza, embora com colete à prova de balas, capacete, bote salva-vidas e paraquedas no jeito... Recuso-me a endurecer. Quero sentir do amor mais sublime à pior topada no dedão, com direito a todos os palavrões possíveis.
Morro em pensar em deixar de ser intensa.
Preciso dos meus altos e meus baixos, meus Everests e Portões do Inferno particulares.
Tou pronta, sempre. E que venham as tempestades!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

...complete a frase!

Depois de uma tempestade nunca vem a bonança.
Vêm outras tempestades.
Vem o nada. Vem o tudo.
Pode vir um ponto final, uma vírgula, reticências, uma exclamação, muitas interrogações.
Pode vir um novo universo. Uma descoberta. Uma dor. Uma saudade. Muitas alegrias.
Pode vir uma criança. Um amor. Um gato. Um banho de chuva. Um chocolate. Uma música que gruda no ouvido. Um sorriso. Algumas lágrimas. Uma gargalhada.
Vem o que vier na cabeça, uma ideia, um fragmento, um sentimento, uma citação.
Vem uma inspiração, que merece ser transformada em texto.
Vem a vida.
Vem quem quiser.
Vem comigo???