sábado, 4 de setembro de 2010

Os humanos, estes seres mitológicos...


Quem já não conheceu alguém tão figura, tão inacreditável que é, que parece lenda?

Com o sucesso de histórias e sagas mitológicas como a de Percy Jackson e mandando o politicamente correto às favas, vamos falar sobre tipos surreais que encontramos por aí...


Quimera – Homem ou mulher, não importa. Ninguém entende mesmo! É aquela criatura estranha, com corpo de leão, cabeças de cabra e dragão, cauda de serpente. Pode tentar seguir diversas tendências, pode tentar se enturmar em qualquer tribo, mas não tem jeito: consegue não se enquadrar em NENHUM ambiente. Se você curte o inusitado, a pessoa quimera acaba sendo até uma companhia interessante.


Centauro – Metade homem, metade cavalo, deixa sua porção equina vir à tona nos momentos mais inadequados, de preferência quando há um público considerável presente. A vítima favorita é a namorada/mulher/ficante, que só não dá uma rasteira nas quatro patas do sujeito porque em outros momentos ele sabe ser, bem convenientemente, um verdadeiro “animal”.


Sátiro – Rapaz inconstante, cheio de assunto e sorrisos, todo trabalhado na conversinha mole, que possui a libido a mil e o juízo a zero. Usou saia e não é sacerdote ou monge, já era. Muitos da espécie contabilizam até aquelas que não pegaram, só pra manter a fama de pegador. O moçoilo, via de regra, também não prima pela qualidade, mas pela quantidade. Se você é alvo de um sátiro, cuidado, pois, ao contrário do ser mitológico, quem acaba tendo um par de chifres é você.


Pégaso – Esse vive no ar, ou melhor, fora do ar. Você conta algo importante ou faz uma pergunta e a reação é sempre a mesma: “Hã? Não entendi!”. Também não quer nada com a vida prática. Seu lema é o desapego total. As contas estão vencendo? “Ah, relaxa, tudo se ajeita!”. Compromissos ou datas importantes? Desista, ele não se lembra nunca (aliás, nem do próprio aniversário!). Pra conviver com quem está sempre nas nuvens, só tentando trancafiar numa gaiola de ouro (o que quase sempre resulta em fracasso) ou embarcando nas mesmas viagens.


Ninfa – Efusiva, livre, leve e, ahhnnn, “soltinha”. Admira as belas paisagens, vive á superfície de lagos, florestas, assuntos... Flanando de jardim em jardim, de bosque em bosque, distribuindo sorrisos, vestida de trajes diáfanos, transparentes-justos-curtos-decotados. Nunca sente frio, mesmo que neve! Possui atração por lentes e flashs. Amante da música (mesmo que seu gosto não seja lá muito apurado), das artes e do futebol, vive à procura de um “deus grego” de polpuda conta bancária. Não raro, como seu correspondente mitológico, tem um fim trágico.


Unicórnio – Para ele, o mundo é cor de rosa e todas as pessoas são boas. Aceita tudo, entende tudo e, ironicamente, só atrai predadores. Sua inocência chega a ser irritante. Falta iniciativa, falta ironia, falta malícia. Falta, inclusive, enxergar o chifre colocado bem no meio da sua testa.


Équidna – A mulher serpente. Aquela que parece inofensiva, mas basta virar as costas uma única vez e ela envolverá você com seu corpo viscoso. E quanto mais você se debater e tentar fugir, mais ela o apertará, até deixar você completamente sem ar. Seu veneno é sutil, paralisa aos poucos, vem por meio de palavras doces, que despertam o sentimento de culpa, o pessimismo, a dúvida, o que há de mais negativo em quem ouve. Dela saem todos os tipos de monstros e males. Como escapar? Fique quietinho, não faça movimentos bruscos e finja que não é com você.


Medusa – Criatura de sangue frio e olhos penetrantes. Totalmente senhora de si, hipnotiza as vítimas sem que percebam, afinal, quem não perde a pose diante de alguém que parece tão fascinante, tão diferente? Mas pra encarar a fera, só sendo herói, pois os reles mortais não se atrevem a enfrentá-la, sob o risco de virarem pedra.


Cérbero – Com três cabeças raivosas, cada uma apontando uma direção diferente, esta criatura oferece uma passagem garantida para o Hades (similar grego do inferno). Implacável, consegue agredir toda e qualquer pessoa que se aproxime. Detesta alegria, festa, música, gente (principalmente feliz). Detesta tudo, mas, no fundo, como qualquer cãozinho, só espera que alguém passe a mão em sua cabeça e o alimente de carinho.


Górgonas – A turminha da Medusa, as BFF, vulgo “migas”. Só conversam entre si, de preferência em código, isolando qualquer outra pessoa que tente se aproximar. Aparentemente poderosas, as donas da festa, mas tudo é pose para esconder as inseguranças e as escamas de serpente. Experimente agir de forma inesperada ou, pior, ignorá-las. Você pode ser devorado ou temido, só depende de sua sorte.


Greias – As tias das górgonas. Fofoqueiras, recalcadas, completamente dependentes uma da outra, principalmente na prática da maldade. Dividem a mesma forma de ver o mundo e tudo que pareça diferente é indecente, escandaloso, horrível, errado. Para anular seu poder, tire-as do seu mundinho, mostre que ser diferente é bem interessante.


Grifos – Se você tivesse cabeça de águia e corpo de leão também não viveria confuso? Pois é, além de confusa, essa criatura é bipolar. Quando você espera o rugido e o bote, vem o voo e vice-versa. Quem convive com um autêntico grifo corre o risco de embarcar em um passeio eterno no seu “carrossel dos humores”.


Sereias/ Tritões – Aqueles que você olha e sabe, de primeira, que são uma tremenda roubada, mas são tão bonitos e “cantam” tão bem, que você não resiste. E acaba se afogando num mar de egocentrismo. Sim, porque eles só veem a si mesmos em seus espelhos d´água. O resto é mera paisagem, cenário pras suas aventuras, brinquedos dos seus caprichos. Pra escapar ou não cair em tentação, só tampando os ouvidos, fechando os olhos e amarrando o corpo.

Um comentário:

Sangue desnatado disse...

Minha maravilhosa Medusaaaaaaaaaaaa!!!!
Como amo te ler...

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