Assim, por acaso, como gol aos 45 do segundo tempo em final de campeonato. Beijo roubado no portão de casa na despedida.
Quando menos esperava, quase um atropelamento, um raio caído diretamente na cabeça. Quando aprendi a lidar com meus suores, minhas luas, minha solitude convicta e meus fantasmas.
Assim, você. Com um universo inteiro de manias, esquisitices, poema, calor e ternura. Você, meu anti-herói, o príncipe desencantado que eu vislumbrava das alturas da torre do oitavo andar do meu castelo (de onde eu sempre acabava despencando) e de muitas taças de vinho.
Lógico que não seria fácil, senão não teria graça, não daria vontade de continuar. E as parcas entrelaçaram nossos fios de tal maneira que o que era primeira pessoa do singular tornou-se primeira do plural.
E plurais também somos nós. E sua preguiça de manhã já até simpatiza com meu mau humor, meus cachos estrategicamente vermelhos e rebeldes e sua escultura capilar em gel se complementam, seus óculos e os meus já se confundem. E eu já não sei onde começo eu e onde termina você.
Tão iguais, tão diferentes. O jornalista e a publicitária. O católico e a pagã. O “bom rapaz que você apresenta pra mãe” e a “louca que você não deveria namorar”.
E filho, gato, famílias, contas pra pagar, roupa pra lavar, compras do mês, café feito de manhã com sono também já se tornaram parte desse roteiro, dessa matéria, dessa crônica. E as palavras se fizeram uma vida inteira.
E eu adoro, como nunca poderia imaginar, viver essa história orkutiana que virou real, conversa eme-esse-ênica que tomou forma, voz, aroma, textura, sentimento.
É por isso que tinha que ser assim, pela web, essa declaração rasgada, postada, twittada, em caps lock: EU AMO VOCÊ!
Pra você, @glauciofarina, amor desta e de outras vidas...
Quando menos esperava, quase um atropelamento, um raio caído diretamente na cabeça. Quando aprendi a lidar com meus suores, minhas luas, minha solitude convicta e meus fantasmas.
Assim, você. Com um universo inteiro de manias, esquisitices, poema, calor e ternura. Você, meu anti-herói, o príncipe desencantado que eu vislumbrava das alturas da torre do oitavo andar do meu castelo (de onde eu sempre acabava despencando) e de muitas taças de vinho.
Lógico que não seria fácil, senão não teria graça, não daria vontade de continuar. E as parcas entrelaçaram nossos fios de tal maneira que o que era primeira pessoa do singular tornou-se primeira do plural.
E plurais também somos nós. E sua preguiça de manhã já até simpatiza com meu mau humor, meus cachos estrategicamente vermelhos e rebeldes e sua escultura capilar em gel se complementam, seus óculos e os meus já se confundem. E eu já não sei onde começo eu e onde termina você.
Tão iguais, tão diferentes. O jornalista e a publicitária. O católico e a pagã. O “bom rapaz que você apresenta pra mãe” e a “louca que você não deveria namorar”.
E filho, gato, famílias, contas pra pagar, roupa pra lavar, compras do mês, café feito de manhã com sono também já se tornaram parte desse roteiro, dessa matéria, dessa crônica. E as palavras se fizeram uma vida inteira.
E eu adoro, como nunca poderia imaginar, viver essa história orkutiana que virou real, conversa eme-esse-ênica que tomou forma, voz, aroma, textura, sentimento.
É por isso que tinha que ser assim, pela web, essa declaração rasgada, postada, twittada, em caps lock: EU AMO VOCÊ!
Pra você, @glauciofarina, amor desta e de outras vidas...
