terça-feira, 20 de abril de 2010

Um texto (ir)relevante

Quem cultiva o hábito do Twitter não quer descobrir o misterioso sentido da vida, mas sim o da timeline.
Qual o segredo da relevância?
O que faz alguém ser merecedor de ser seguido e lido?
O que é preciso para emplacar no TT?
Quanto vale um Follow Friday?
Conheço pessoas para quem ter um milhão de amig... er, followers, tornou-se obsessão. Não importa se for com script ou pela camaradagem. Não importa nem que não se tenha algo a dizer, a compartilhar. Basta aparecer, parecer ser descolado, ser “lançador de tendências” (acho que já li um termo assim no Desencannes, não? rs). Sigão!
E as celebridades? Sejam nacionais ou importadas, de primeira ou de vigésima quinta grandeza, poucos são os que acrescentam. A maioria é uma decepção ao teclado. Descobrimos suas “humanidades” da forma mais explícita e constrangedora possível, com direito a erros de Português, imbecilidades e fotos que mereciam ser deletadas sem dó.
A mais recente babaquice é o tal “dobem” ou “domal”. Divido as coisas em importantes e sem importância. Disputas de ego e audiência, por exemplo, pertencem à segunda classe.
Existem aqueles caras que perdem os amigos mas não perdem as piadas, que fazem todo tipo de gozação, chegam a colocar em risco bons relacionamentos cultivados no mundo “real” por uns meros RTs.
Há os maníacos por informação. Não sei se por razões profissionais ou pura chatice, só postam conteúdo informativo. Não se permitem, não deixam escapar nada que revele seus próprios sentimentos e pensamentos (o que por si só já é muito revelador).
E os tarados das hashtags? Não há um só twit que não venha acompanhado de um joguinho da velha e uma frasezinha no final.
Divirto-me com os “do contra” e os “mimimis”. Se acham tudo um lixo, por que cargas d´água continuam twittando? Desliguem o PC e vão ler um livro!
E existem, por fim, aqueles que merecem ser seguidos: espirituosos, interessantes, que são a tradução de suas personas em 140 caracteres, que alternam momentos brilhantes e outros nem tanto – oras bolas, somos humanos! – twittam tanto generalidades quanto pensamentos profundos, fazem do Twitter o que ele realmente deve ser – uma rede social e sociável, uma diversão com um pouco de networking, mais um tantinho de informações, uma pitada de inutilidades, um bocadinho de jabá, um tiquinho de papo gaiato entre amigos... enfim, tudo o que justifique, que faça com que passar horas e horas online valha a pena. =P

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